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Fundos imobiliários e renda complementar

26/08/2013

Imóvel, moeda forte !! Imóvel, bem de raiz !! Garanta sua aposentadoria comprando um imóvel para renda !!! Quem nunca ouviu frases como estas de seu pai ou avô? Num país onde a inflação está sempre a espreita para atacar, garantir um final de vida com uma renda complementar e resistente a desvalorização da moeda sempre foi e, ainda é o objetivo da maioria dos brasileiros. Trata-se de um costume que vem de geração em geração, tornando-se quase uma regra para uma velhice mais tranqüila.

 

Entretanto, ao comprar um imóvel para locação, as pessoas não se dão conta de vários componentes que, a longo prazo, podem atrapalhar ou mesmo comprometer este planejamento previdenciário. Questões como a manutenção do imóvel, vacância, inadimplência, contratos, reformas, problemas com inquilinos, recolhimento de impostos, disputas judiciais entre outras demandas, podem ser uma grande dor de cabeça, ao invés de um projeto para um final de vida mais feliz e tranqüilo. Ademais, o imposto pago na locação de um imóvel próprio chega a 27,5% !!!!!!

 

Este quadro, nos últimos anos, felizmente começa a mudar. As pessoas passaram a contar com outras opções para investir no mercado imobiliário e ter renda, sem precisar manter um imóvel próprio. Nota-se uma paulatina substituição da aquisição de um imóvel físico por aplicações em fundos transacionados no mercado de capitais, ancorados em imóveis. Tratam-se dos fundos imobiliários. Mantém-se o conceito do investimento em algo concreto, mas se muda a forma. Exatamente como ocorre com os fundos de renda fixa, ações e derivativos, os fundos imobiliários são autorizados, regulamentados e fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essa peculiaridade, que amplia a sua segurança, deve-se ao fato de se caracterizarem pela captação de recursos do público para investimentos. A quota de um fundo imobiliário é valor mobiliário, conforme estabelece o artigo 3º da Lei 8.668/93.

 

Os fundos imobiliários são constituídos por grupos de investidores, formados com o objetivo precípuo de investir dinheiro, de modo solidário, em negócios lastreados em bens imóveis. A aplicação dos recursos pode ser feita em edificações já prontas e em operação ou em empreendimentos novos, em projeto ou construção. O patrimônio total do fundo pode ser integralizado por um ou mais imóveis e até mesmo direitos a eles atrelados. Ou seja, os investimentos podem ser feitos em distintos títulos e valores mobiliários lastreados no mercado de imóveis.

 

Existem, por exemplo, vários tipos de fundos ancorados em shopping centers, escritórios comerciais, hospitais ou mesmo em um mix de operações comerciais. Há no Brasil mais de 90 fundos imobiliários, somando patrimônio total em torno de 6 bilhões de reais. Esse mercado tem apresentado crescimento substantivo no País em 2012. Dados da BM&FBovespa mostram que, até agosto, o número de investidores aumentou 36%, passando de 35.282 para 47.959. E mais: de janeiro a setembro, o Ifix, índice criado pela BM&FBovespa que mede o comportamento de 44 fundos, apresentou variação positiva de 31,5%. Para efeito de comparação, no mesmo período, o Ibovespa, que reúne as principais ações negociadas na Bolsa, subiu 4,27%.

 

Os fundos imobiliários reúnem algumas vantagens importantes. A primeira delas é que você não precisa de grandes somas de dinheiro para investir. Diferentemente da aquisição de um imóvel, que exige uma quantia substancial de capital, comprar uma cota de um fundo, demanda baixo investimento. Vale dizer, é um mercado acessível a todos. Outro fator importante é a liquidez. Todos sabem da dificuldade para se vender um imóvel, não só do tempo para isso, mas também de inconvenientes como visitação, corretores, negociações, contratos, entre outros. Comprar e vender cotas de fundos é um processo muito mais rápido. Mas, sem dúvida, a grande estrela dos fundos imobiliários é a isenção do imposto de renda.

 

Não obstante, como em qualquer investimento, é preciso tomar certos cuidados antes de se aventurar neste mercado. Fazer uma pesquisa sobre o histórico do fundo e do seu administrador, avaliar a composição de sua carteira, dos imóveis dela integrantes bem como dos tipos de inquilinos que os alugam. Também é aconselhável eleger opções não lastreadas por empreendimento único, pois isso aumenta o risco no caso de inadimplência. Feitas as avaliações necessárias, contamos agora, com mais uma boa opção de investimento para melhorar a qualidade da vida na terceira idade.

 

*Luiz Augusto Pereira de Almeida é diretor da Fiabci/Brasil e diretor de marketing da Sobloco Construtora S.A.

 


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