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Indicadores de sustentabilidade da Riviera de São Lourenço

21/01/2013

A Riviera de São Lourenço é um bairro aberto, planejado e integrado á malha viária do Município de Bertioga.Trata-se de um projeto de loteamento  aprovado em 1979 e em execução há mais de 30 anos.  A área total de seu território ( projeto aprovado), objeto deste estudo, é de 8.849.164,64m². Hoje a Riviera conta com cerca de 60% de seu projeto implantado,  com11 mil unidades habitacionais, shopping Center, centro comercial e de serviços, hipermercado, restaurantes, escolas, flats e hotéis, postos de abastecimento e serviços, clube hípico, complexo tenístico, clube de golfe, além de toda a infra estrutura de saneamento básico, como sistemas de captação, tratamento e distribuição de água e coleta e tratamento de esgotos.

A Riviera de São Lourenço, como um bairro de Bertioga, recebe mais de 300 viagens diárias de ônibus urbanos e intermunicipais, transportando as cerca de 15 mil pessoas que trabalham no local. A população economicamente ativa do empreendimento ( diretos e indiretos ) representa cerca de 70% dos trabalhadores de Bertioga.

O projeto total da Riviera, com seus quase 9 milhões de m2,  representa 1,8% da extensão territorial de Bertioga. Neste momento, com cerca de 60% de seu projeto implantado, o empreendimento responde pela arrecadação de mais de 40 milhões de reais por ano, em termos de IPTU e ITBI, representando importante fonte de receita tributária para o Município. Ao final do Plano Urbanístico, estas receitas municipais poderão ultrapassar a casa de R$ 70 milhões/ano, o equivalente a cerca de 1.000 ( mil ) casas populares.

O empreendimento é hoje considerado um exemplo na questão do desenvolvimento sustentável. Neste trabalho pretendemos apontar  indicadores de sustentabilidade, que atestem a responsabilidade ambiental, social e econômica da Riviera de São Lourenço.

 

INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE

 

  1. PLANEJAMENTO E ORDENAMENTO TERRITORIAL

A rápida expansão populacional e a acelerada urbanização das cidades, trouxeram novos desafios ao planejamento do território urbano. Questões como: falta de mobilidade e enchentes; ocupação espalhada e desordenada; ocupações irregulares; falta de infra-estrutura de saneamento básico e urbana; poluição sonora, visual e do ar, entre tantas outras, tornaram-se prioridade para as administrações responsáveis.

Desta forma, indicadores sobre estas  questões abordam itens como:  a qualidade do planejamento do uso do solo, a diversidade de usos e o adensamento qualificado e seu grau de interação à mobilidade urbana.

A Riviera de São Lourenço é referência  na questão do planejamento urbano. O seu crescimento ordenado sempre foi tratado como um pré-requisito. O empreendimento está sendo implantado há 30 anos e os investimentos em seus equipamentos de infra-estrutura de saneamento básico,  urbana, comercial e de serviços acompanharam e acompanham, proporcionalmente, este crescimento.  Os níveis de poluição sonora, visual e do ar vem sendo controlados através da manutenção e conservação de áreas verdes e paisagismo; de convênios com a administração municipal para manter o bairro limpo de outdoors e outros meios agressivos de comunicação visual, e por força de uma malha viária integrada, com largas e arborizadas calçadas, sem semáforos, onde os veículos não param e aceleram e o pedestre se sente seguro.

O adensamento deste bairro seguiu, em seu nascedouro, critérios de zoneamento próprio, identificado pelas zonas residenciais, comerciais e de serviços e de suas  respectivas taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento.  Assim, os eixos de crescimento comercial foram desde o início definidos, bem como os residenciais verticais e horizontais. Com isto, já se sabe de antemão, como se dará o futuro avanço do empreendimento, tanto na questão de espraiamento como de adensamento. Toda a população do empreendimento, quando de sua total implantação, já é hoje conhecida, o que  possibilita planejar com antecedência, os investimentos correspondentes na infra-estrutura necessária para suportar esta densidade demográfica. Novos conceitos de ocupação urbana privilegiam o adensamento ao invés do espalhamento. Ou seja, menor uso de extensões territoriais com maior número de pessoas, ao invés de poucas pessoas em grandes extensões de terra, como foram as ocupações nos E.U.A.  nos anos 60,70 e 80.

A Riviera também conta com rígidas normas,  controles e fiscalizações do uso e ocupação do solo. Há 30 anos, mantém equipes de arquitetos e engenheiros que, diariamente, visitam as obras acompanhando o atendimento dos projetos aprovados e identificando quaisquer irregularidades.  A partir de 2002, foi criado um departamento de Meio Ambiente na Associação dos Amigos da Riviera, que mantém 2 biólogas e 2 auxiliares graduandos em Gestão Ambiental, período integral,  que fiscalizam toda a urbe, apontando, para as devidas correções, conflitos ou deficiências  ambientais.

O empreendimento mantém generosos índices de permeabilidade e áreas verdes por habitante.

Com este padrão de planejamento urbano a Riviera em seus 30 anos de existência, nunca foi atingida por falta de abastecimento de água, poluição da praia por efluentes de esgoto, enchentes,  poluição sonora, do ar ou mesmo visual, ou de deficiências de mobilidade urbana. Pelo contrário; hoje o empreendimento incentiva o uso de bicicleta, já tendo 4,3 kms de ciclovias implantadas e com planos de ampliar este equipamento; mantém um laboratório de controle ambiental que monitora as águas do empreendimento ( água distribuída, esgoto tratado, canais de drenagem e balneabilidade da praia); realiza adensamento florestal, com espécies nativas da mata atlântica, tendo só no ano de 2010, plantado mais de 11.500 mudas; tem projeto de terminal rodoviário para diminuir o transito interno da Riviera  e da poluição do ar, entre outras iniciativas.

  1. QUESTÕES AMBIENTAIS

É entendimento comum que, na busca de uma vida urbana mais sustentável, busca-se reduzir ao máximo os impactos ambientais dos processos e atividades da urbe, cuidando para que as atividades humanas não comprometam os ecossistemas à ela ligados, bem como a oferta de recursos naturais.

Em uma cidade sustentável é essencial que a qualidade do ar, da água, bem como a impermeabilização do solo sejam controladas. Os resíduos sólidos sejam reciclados; a energia seja usada racionalmente, a mobilidade facilitada e as áreas verdes por habitante sejam sempre crescentes.

 

  1. Água e efluentes líquidos: oferta e consumo de água; esgoto e saneamento

 

No estágio atual da Riviera, o percentual de população abastecida com água tratada proveniente de rede de abastecimento é de 100%. Atualmente, o sistema de distribuição de água conta com mais de 68 km de redes executadas. Vale lembrar também que todo o sistema de captação, adução, tratamento, reservação e distribuição de água, é operado e mantido pela Associação dos Amigos da Riviera de São Lourenço, que mantém rígido controle sobre a qualidade da água ofertada para a população. Nunca, em 30 anos de Riviera, faltou água. A eficiência do sistema é comprovada pelo baixo índice de perdas de água na rede ( um dos mais baixos do país )  e pelo fato da população da Riviera, há décadas,  tomar água diretamente da torneira.

Da mesma forma, o percentual de população atendida por rede de coleta de esgoto é de 100%. Não só é feita a coleta do esgoto gerado no território, como também é realizado o tratamento do mesmo e o lançamento do efluente tratado em corpo de água do município. Atualmente o sistema de coleta e recalque dos efluentes do território da Riviera conta com mais de 57 km de redes executadas. Todo o sistema é operado e mantido pela Associação dos Amigos da Riviera de São Lourenço,  que mantém rígido controle em todas as etapas do processo, garantindo padrão de qualidade do efluente tratado de acordo com as Normas Internacionais, além de receber a vistoria constante da CETESB.

Importante ressaltar que todo o sistema de água e esgoto da Riviera já está dimensionado e executado para a capacidade demográfica máxima do empreendimento, ou seja, 104 mil habitantes.

  1. Biodiversidade: gradiente verde; parques; reservas naturais

A Riviera mantém cerca de 25% de seu território para áreas verdes públicas e privadas. Ou seja, mas de 2 milhões de metros quadrados, o equivalente a quase 1,5 vezes o Parque do Ibirapuera. Com isto, consegue  manter índices invejáveis de áreas verdes por habitante.

Quanto ao índice de área verde por habitante IAV, cabem algumas ponderações. A OMS ( Organização Mundial de Saúde)  recomenda que o valor ideal seja igual ou superior a 12m² de área verde por habitante.

O total de habitantes previsto para a Riviera, quando de seu término  é de 104.258 habitantes

O total de áreas verdes do território é do empreendimento é de 2.269.694,00 m², incluindo-se as áreas verdes públicas 1.790.000,00 e áreas verdes privadas 437.000. Com base nessa conta  o IAV da Riviera de São Lourenço é de 21,77 m2/habitante. Vale dizer, 81,42% acima do que recomenda a OMS. Se considerarmos somente as áreas publicas ainda teremos um índice respeitável de 17,21 m2/hab, 43% acima do índice mundial.

Não inclue-se nesta conta, compensação feita pela Riviera para a urbanização de sua última etapa, de mais 2 milhões de m2, que permanecerão como reserva legal.

A Riviera mantém um programa de adensamento de áreas verdes, tendo realizado o plantio de mudas de espécies da Mata Atlântica, arvoretas e epífitas, da seguinte ordem:

2006 – 3.973 mudas plantadas; 7.808 epífitas transplantadas

2007 –  20.684 mudas plantadas –   3.346 arvoretas transplantadas; 17.210 epífitas transplantadas

2008 – 20.078 mudas plantadas – 4.681 arvoretas transplantadas – 6.227 epífitas transplantadas

2009 – 12.775 mudas plantadas – 1.243 arvoretas transplantadas – 3.171 epífitas transplantadas

2010 – 10.822 mudas plantadas – 1.431 arvoretas transplantadas – 4.857 epífitas transplantadas

Total trabalhos de flora nos últimos 5 anos: 48.254 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica plantadas; 7.355 árvores e arvoretas  e 32.000 epífitas transplantadas.

Também foram plantadas, em agosto de 2010, 3.000 mudas adicionais de palmito Juçara nos módulos 23 e 32 da Riviera de São Lourenço.

  1. Drenagem urbana: escoamento d´água e controle de enchentes

O correto escoamento da água, o controle de enchentes, drenagem e permeabilidade do solo são questões a serem previamente planejadas.   A Riviera contém um sistema integrado de drenagem urbana, onde todas as águas pluviais escorrem para o mar. Estes canais de drenagem são diariamente mantidos pela Associação dos Amigos da Riviera, que dispõe de um departamento e maquinário próprio para estes trabalhos.

Todo o território da Riviera, ou seja os seus 8.849.000 m2, são atendido por sistemas de canais de drenagem interligados e já executados.  Atualmente todo o sistema de canais de drenagem é a céu aberto. São mais de 21 km de canais principais e mais de 26 km de canaletas secundarias.

As taxas de ocupação dos imóveis da Riviera são bastante restritas, gerando índices confortáveis de permeabilidade.

Para um cálculo do inidice de permeabilidade do território da Riviera foram considerados os seguintes fatores.:

  • Área total de lotes do Empreendimento global é de: 3.793.509,92 m²
  • Exigência da municipalidade da manutenção de 20% de     permeabilidade do lote, portanto, área permeável do lote = 758.701,85 m²
  • Área do sistema viário : 1.804.472,76 m². Considerando que as ruas do sistema viário serviente aos lotes unifamiliares não irão ser pavimentadas e já descontado as calçadas dessas ruas, a área permeável das mesmas é de 329.131,00m
  • Exigência da AARSL da manutenção de faixas gramadas nas calçadas em frente aos lotes, considerado 20% garantidos de permeabilidade no sistema viário = 360.894,55 m²
  • Área de canais de drenagem: 116.315,52 m²
  • Áreas verdes: 1.623.652,45 m²
  • Lotes integralmente averbados como reserva legal nos módulos 23, 32 e 33: 159.656,18m²
  • Área do campo de golfe com Termo de preservação de 100% de área permeável: 258.934,04m²
  • Áreas verdes a serem averbadas na 2ª fase de licenciamento: 194.197,13
  • Portanto o total de áreas permeáveis do território podem ser estimadas em  3.801.480,00m².

Assim, podemos considerar  que o indice de permeabilidade da Riviera de São Lourenço  é de cerca de 42,96% sobre sua área total.

Não estamos considerando neste indicador as áreas institucionais do empreendimento de 461.834,87 m2 que, se adicionadas às áreas permeáveis, poderiam elevar este percentual para  48,11%.

A constante manutenção dos canais de drenagem feita diariamente pela Associação dos Amigos, com seu dessassoriamento, combinada com a excessiva permeabilidade do empreendimento, evita qualquer tipo de enchente ou problemas relacionados ao escoamento das águas.

  1. Resíduos Sólidos: sistema de coleta e seleção; reutilização, reciclagem e compostagem

Coleta Seletiva de Lixo:

100% dos domicílios do território urbanizado e ocupado da Riviera são atendidos por coleta seletiva de lixo e também por coleta de resíduos de paisagismo ( poda). Atualmente, a coleta atinge um volume mensal de 11 toneladas.

O programa de coleta seletiva existe desde 1993 e até 2010 coletou mais de 3  mil toneladas de lixo, as seguintes quantidades de resíduos:

Papelão…      1, 7 mil toneladas

Papel ….        137  toneladas

Cimento ……. 95 toneladas

Alumínio……. 50 toneladas

Ferro ………….380 toneladas

Plastico ………393 toneladas

Vidro …………..702 toneladas

Resíduos Perigosos

Pilhas e baterias   ….            11 toneladas

Lixo tecnológico  ….              9 toneladas

Lampadas fluorescentes …. 42 mil unidades

Pneus ….                               2,5 mil unidades

Madeira ….                            5,7 mil m3

Podas de Jardim …               104 mil m3

Areia com óleos/graxa e sobras de tintas… 5 toneladas

Cartuchos de impressora …  1,5 mil unidades

Óleo Lubrificante usado …..   17, 2 mil litros

Óleo vegetal usado ….           32 mil litros

Toalhas com óleo ou graxa … 3 toneladas

Ambos os resíduos coletados, perigosos ou não, são processados e devidamente destinados. No primeiro caso, os resíduos de lixo  são coletados e levados para uma Central de Triagem  própria. Ali são separados de acordo com sua categoria e acondicionados em espaços apropriados até final destinação.

Os resíduos das podas são triturados, gerando composto orgânico que, muitas vezes é usado no próprio paisagismo do empreendimento.

Os resíduos perigosos são destinados para empresas especializadas neste tipo de reciclagem como Suzaquim Ind. Química; Apliquim Brasil Recicle; Lwart Lubrificantes; Fabril Paulista, entre outros.

A receita obtida com a venda dos resíduos é totalmente destinada para a Fundação 10 de Agosto, entidade social voltada para a edificação do ser humano.

  1. Prevenção de riscos ambientais

A Riviera mantém há mais de 10 anos,  um sistema de gestão ambiental certificado pela norma ISO 14001. Com uma política ambiental definida, o empreendimento mantém constante vigilância para a prevenção da poluição; atendimento a legislação e melhoria contínua.

Dentro da urbe da Riviera, novas obras são sempre avaliadas sob os aspectos de seus impactos. Assim, itens como: contaminação do solo, das águas, do ar, incômodos e desconfortos, esgotamento de recursos naturais, risco ao patrimônio, comprometimento da flora e da fauna, riscos à saúde, impactos visuais e outros são sempre medidos perante novas iniciativas de desenvolvimento.

A Riviera mantém mecanismos de treinamento permanente que conscientizam os moradores e trabalhadores da Riviera em relação aos impactos significativos de suas tarefas ou comportamentos.

As dezenas de procedimentos exigidos pela norma de gestão internacional, trouxeram educação e modernização nas práticas ambientais da Riviera, reduzindo a  praticamente zero o número de acidentes ambientais.

  1. Segurança

A Associação dos Amigos da Riviera, auxiliando o poder público, mantém regular trabalho neste setor, mantendo um bairro mais harmonioso e pacífico. Com mais de 1,7 mil casas e 10 mil apartamentos, além de equipamentos comerciais e de serviços, a Riviera, como um bairro aberto da cidade de Bertioga, com 5 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos; 300 viagens diárias de ônibus municipais e intermunicipais e um fluxo diário de mais de 15 mil pessoas, mantém índices de segurança que atestam a sustentabilidade do local.

Nos últimos anos não foi constatado nenhum crime grave, como homicídio ou tentativa de roubo. Nenhum seqüestro ou estupro. Nenhum furto de veículo.  Todas as informações relacionadas a segurança são bimestralmente repassadas a todos os usuários do empreendimento via um informativo da Associação.

  1. Qualidade das oportunidades – impactos sociais e econômicos

Um local sustentável tem que gerar renda e emprego para seus cidadãos, sem causar aumento nos impactos ambientais negativos.

A Riviera responde por cerca de 70% da força produtiva de Bertioga. São 4.800 empregos diretos e, estima-se, cerca de 10 mil indiretos. Somente contabilizando os empregos diretos, a Riviera atualmente,  gera uma folha salarial média  anual para o Município de mais de R$ 100 milhões.  Se considerarmos o empreendimento em sua fase final de implantação, seriam mais 4 mil empregos diretos, num total de 8 mil empregos, o que geraria uma folha salarial anual permanente para o município de mais de R$ 300 milhões.

Sob o aspecto tributário a Riviera hoje arrecada em impostos para o Município o equivalente a R$ 36 milhões ano e poderá chegar, quando totalmente implantada a cerca de R$ 60 milhões ano. O equivalente a 1.700 casas populares por ano. Isto é uma carteira perpétua que o Município poderá  contar para o financiamento do custeio de seus trabalhos na área de educação e saúde.

Sendo a Riviera  um bairro 100% planejado, este incremento de oportunidades e renda são criados com o mínimo de impactos ambientais negativos. Como dito anteriormente, questões como água, esgoto, gerenciamento de resíduos, manutenção e conservação de áreas verdes, riscos ambientais, permeabilidade são permanentemente gerenciados e portanto com riscos minimizados

 

  1. Mobilidade

A mobilidade urbana sustentável consiste em prover serviços acessíveis e eficientes que minimizem a necessidade de locomoção e  tornem a cidade mais eficiente como um todo, minimizando os impactos negativos.

O traçado viário do projeto e o planejamento da Riviera possibilitaram uma sistema eficiente de deslocamentos e fluidez no trânsito. Nas temporadas de verão, com picos de 60 mil habitantes, não são registrados quaisquer congestionamentos.

É senso comum que, a qualidade de vida dos cidadãos numa cidade, exprime-se sobretudo através do grau de acessabilidade que têm a tudo que precisam. O fato dos equipamentos urbanos de comércio e serviços serem localizados num raio de 1 km de mais da metade dos imóveis da Riviera, traz uma diminuição do uso do automóvel por parte dos usuários do empreendimento. O total de unidades habitacionais existentes no território atualmente é de 11 mil  unidades e o numero de unidades a menos de 1.000,00 metros do maior centro de compras existente no território é de 4.686 unidades, e a 1.500,00 metros é de 6.424 unidades.

Acresça-se a isto o incentivo à bicicleta, com 4,3 kms de ciclovias implantadas. 36 km de calçadas com mais de 2 metros de largura, ao longo das avenidas,  também incentivam passeios à pé. Ou seja, há um desencorajamento ao uso de veículo motorizado.

A velocidade média no trânsito é baixa. Os acidentes de trânsito são poucos e geralmente provocados quando do abuso de velocidade ou condução por menores de idade.

A Riviera é bem servida de transporte coletivo. São cerca de 300 viagens diárias entre municipais e intermunicipais.

O território urbanizado da Riviera conta hoje com 4.300 metros lineares de ciclovias executadas, o que gera uma proporcionalidade de 0,048km/km² sobre a área total do território. Este número deverá crescer bem, haja vista o interesse do empreendimento em expandir suas ciclovias.

Há de se mencionar que o comportamento do uso de bicicletas e andar a pé são reforçados não só pelos equipamentos urbanos – ciclovias, calçadas largas, iluminação, baixa velocidade dos carros – mas também,   por uma credibilidade na segurança física proporcionada pela Associação dos Amigos da Riviera, com suas várias iniciativas como patrulhamento motorizado, a cavalo e com cães.

  1. Governança

A Riviera é um empreendimento que vem sendo implantado há 30 anos sob a responsabilidade de uma única empresa, a Sobloco Construtora S.A..  O planejamento deste bairro iniciou-se no final da década de 70 e suas normas de uso e ocupação do solo, vem sendo observadas até os dias de hoje. A Riviera dispõe do mais moderno sistema de gestão ambiental que uma cidade pode contar, sendo o mesmo certificado pela norma ISO 14001.

A Riviera mantém há mais de 10 anos, uma política ambiental que serve de guia aos seus públicos, sazonal e permanente.

  1. Poluíção da água, ar e solo

Com sistemas próprios de coleta, tratamento e distribuição de água e coleta e tratamento de esgotos para 100% dos imóveis compreendidos na Riviera e a inexistência de qualquer tipo de atividade industrial, o empreendimento não causa qualquer poluição às águas superficiais ou subterrâneas, nem ao ar ou solo.

Mantendo um rígido disciplinamento quanto a comunicação visual nas ruas e convênios com a municipalidade, a Riviera impede a presença de veículos de comunicação nas ruas, criando um espaço urbano limpo e sem poluição visual.

Com a segregação das atividades comerciais e de serviços em zonas próprias, afastadas das zonas residenciais, o empreendimento minimiza a poluição sonora.

  1. Educação para Sustentabilidade e Qualidade de Vida

Crianças, jovens e adultos de Bertioga encontram na Riviera de São Lourenço inúmeras oportunidades para crescimento e educação.  O projeto Clorofila é o mais antigo. Oferecido pela Sobloco, o trabalho é feito desde 1992 nas  as escolas de Bertioga e envolve jovens e crianças na realização de hortas, culinária sustentável, concursos ambientais, palestras, encontros e muita troca de experiências.  São milhares de jovens envolvidos com o conceito “ preservar o MEU ambiente”.

Outro projeto oferecido nas dependências da Riviera é o projeto Vida Saudável. Coordenado pela Associação dos Amigos da Riviera. Há mais de 10 anos em funcionamento, ele envolve mais de 300 crianças em vários tipos de oficinas, como futebol, tênis, capoeira, golfe, teatro e outros. O programa visa dar á criança uma oportunidade de crescer com mais experiências esportivas e qualidade cultural. Também tem a intenção de envolver os seus pais,  através de oficinas de artesanato, palestras e encontros para discutir assuntos de família.

Outra entidade mantida pela Sobloco e que oferece muitas oportunidades é a Fundação 10 de Agosto. Com uma escola instalada na Riviera, a Fundação reúne semanalmente mais de 600 alunos, entre 7 e 60 anos nas suas oficinas, cursos profissionalizantes e aulas de música.  A Fundação já formou mais de 1000 alunos.

A Riviera conta também com 2 escolas. Uma pública e outra privada. São mais de 1000 alunos matriculados no ensino fundamental e médio.  Dispõe também de 2 unidades de atendimento médico, sendo uma unidade do Seconci e outra particular, da Medical Line.

Conclusão

Ao tratarmos das questões do homem e seus habitats e sua relação com o meio ambiente, temos que, forçosamente,  focá-las sob o ângulo da sustentabilidade. Ou seja, sob critérios ambientais, sociais e econômicos, conjuntamente, sob pena, de se assim não fizermos, incorrermos em graves e incuráveis erros.

Segundo a ONU – Organização das Nações Unidas, no ano de 2005 o Brasil tinha uma taxa de urbanização de 84,2 % e, de acordo com algumas projeções, até 2050, a porcentagem da população brasileira que vive em centros urbanos deve pular para 93,6%.  Atualmente, a região sudeste do país, já atinge um índice de urbanização de 90,5%. Inexorável, portanto, o crescimento das populações e de suas migrações.

Quando nossa Constituição Federal, em seu artigo 225, diz que:

Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

temos que entender o meio ambiente como:  meio ambiente artificial que é o espaço urbano; o meio ambiente cultural que é o patrimônio histórico, arqueológico e paisagístico e o meio ambiente natural, que se refere a água, o solo, a flora e fauna. Cada um tem  funções e exigências específicas. No meio ambiente artificial, ou seja, nas cidades, o equilíbrio ecológico é objetivado para o animal homem e  se dá de forma bastante distinta daquela do meio ambiente artificial que está direcionado para o animal silvestre.

Assim, ao estudarmos o meio ambiente ecologicamente equilibrado nos espaços urbanos, para um sadia qualidade de vida, estamos buscando melhores condições de vida para o ser humano, compreendidas pelo seu equilíbrio físico, mental, psicológico e emocional, além de seus relacionamentos sociais, como a família e amigos e também sua saúde, educação, habitação, emprego, renda, e outras circunstâncias da vida. Daí a necessidade dos investimentos em saneamento básico e na infraestrutura urbana, comercial e de serviços.

A Riviera de São Lourenço, que vem sendo implantada há mais de 30 anos,  encontra-se na zona urbana do município de Bertioga altamente antropizada e tem importante papel no desenvolvimento econômico e social da cidade. Além de proporcionar arrecadações tributárias significativas ao setor público, mais de 50% do valor arrecadado de IPTU e ITBI, emprega mais de 60% da população economicamente ativa do município. Por outro lado, mantém rígidas normas e políticas de conservação  do meio ambiente natural.

 




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