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Causas ambientais de doenças

20/03/2013

Passado o verão, é sempre bom fazermos um balanço das questões urbanísticas das cidades do litoral de São Paulo.  Vendo suas populações multiplicarem-se por 10 nessas épocas, os administradores municipais correm atrás de soluções para os conhecidos problemas relacionados à vida urbana, como recolhimento de lixo, tratamento de esgotos, fornecimento de água e energia, trânsito, enchentes, segurança e saúde. A meta é garantir férias sustentáveis ao turista ou morador. 

 

A questão do esgoto é a que mais impacta o meio ambiente das estâncias turísticas e a que recebe menos atenção por parte da administração pública, da mídia e da própria sociedade. Em recente encontro dos novos prefeitos dos municípios litorâneos da Baixada Santista, o tema mais discutido era o da saúde. As reclamações eram coincidentemente as mesmas: aumento do número de doentes, falta de leitos e de médicos. Entretanto, em nenhum momento foram levantadas as origens dos problemas, dentre elas a insalubridade ambiental. Ora, as pessoas não ficam doentes por acaso, mas ao invés de tratar as causas, os administradores desesperam-se com os efeitos.

 

Não muito tempo atrás, em matéria de O Estado de S. Paulo, divulgou-se que quase a metade do esgoto produzido nas 13 cidades do litoral paulista era despejada no mar ou no lençol freático, por fossas sépticas.  Os números eram reveladores: 1,5 mil litros de esgoto por segundo, o suficiente para encher em uma hora duas piscinas olímpicas de 2,5 milhões de litros cada. É mais do que lógico que, com o lançamento de esgotos a céu aberto, contaminando rios, mares, lençóis freáticos, praias e o meio ambiente, a população do entorno seja diretamente afetada e os problemas de saúde proliferem.

 

Drenagens insuficientes, somadas ao acúmulo do lixo, também são outra fonte de doenças graves. Com as incessantes chuvas de verão, as águas carreiam, pelo meio fio e canais de drenagem para o mar, todo o tipo de resíduo, colocando-os em contato direto com a população.   A combinação de fatores pode estender –se indefinidamente, ou seja, falta de água e lixo; esgoto a céu aberto e inexistência de drenagem; enchentes e esgoto não tratado; ruas de terra e esgoto a céu aberto…. Todas as combinações levam-nos a um endereço: hospitais. Daí não serem nem um pouco incoerentes as reclamações dos prefeitos. 

 

Ocorre, entretanto, que os problemas urbanos não nasceram ontem. São decorrentes de anos e anos sem planejamento e/ou investimentos nas questões essenciais de infraestrutura urbana e de saneamento básico.  No litoral, principalmente, as preocupações relacionadas ao meio ambiente ficaram concentradas na manutenção da vegetação e reduzida importância foi dada à questão da coleta e tratamento de esgotos, fornecimento de água tratada, lixo e drenagem. Isso vem acarretando um desequilíbrio ambiental, agravado ainda mais pela sazonalidade da região.  Um meio ambiente equilibrado traduz-se pela qualidade da vida das pessoas que o usufruem e decorre de um planejamento urbano eficiente, traduzido em esgoto tratado, água potável, lixo coletado, parques e áreas verdes, ciclovias, segurança, educação, saúde, transporte, energia e mobilidade.

 

Neste verão, na Riviera de São Lourenço, um bairro/cidade planejado no município de Bertioga, trafegaram pelo seu portal, mais de 600 mil veículos. Frequentaram-na e à sua praia, centenas de milhares de pessoas. População superior à maioria dos municípios do Estado de São Paulo. Não obstante os números expressivos, quando comparados a outras praias ou cidades, os impactos ao meio ambiente revelam-se controlados.  Isso porque 100% dos imóveis são atendidos por sistema de coleta e tratamento de esgoto e nenhum resíduo é lançado no mar ou a céu aberto.

 

Não há, portanto, poluição do mar, lençol freático ou canais de drenagem. A água é integralmente tratada e distribuída; o lixo reciclável é coletado, triado, armazenado e corretamente encaminhado (mais de 50 toneladas de lixo reciclável foram recolhidos nesta temporada);  a drenagem recebe somente águas pluviais, sem contaminação de efluentes sanitários ou resíduos de qualquer espécie. Ciclovias e sistema de compartilhamento de bicicletas tiram inúmeros carros da rua. Parques e áreas verdes urbanas garantem o prazeroso contato físico-visual com a natureza.

 

Portanto, é imprescindível, diante dos problemas que surgem, a adoção de soluções urbano-ambientais voltadas a garantir o tão almejado “meio ambiente equilibrado”. Não podemos mais improvisar. Somente com um planejamento urbano de longo prazo, poderemos perpetuar para as gerações futuras um ambiente mais limpo e saudável.

 

Luiz Augusto Pereira de Almeida – Diretor da Sobloco




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